Na prévia do lançamento da Ford Ranger 2020, pude rodar vários quilômetros em vias de terra, asfalto, pista on e off road com a versão Limited e pouco contato tive com as outras versões. Agora, recebi o modelo XLT para avaliação e descobrir a diferença entre elas no dia a dia. Em breve receberemos também a versão XLS mecânica.
A maior dúvida dos consumidores desta picape provavelmente é saber se vale a pena comprar uma XLT ou ir direto para a Limited, já que a diferença de valores entre elas não é tão pequena, são 12.570 reais e será com base nisso que seguirei esta avaliação.
Para a resposta, vamos separar o que esperar de uma e da outra no uso efetivo. Desta forma, saberemos para quem faz ou não diferença alguns equipamentos. Lembrando que as duas possuem o mesmo conjunto mecânico, além da mesma calibração de suspensão – novidade do lançamento.
Já que agora a própria Ford separou por segmento as versões da Ranger, vamos entender quais delas melhor se encaixa para cada tipo de uso. Para tornar dinâmico e fácil, vou chamar as versões XL e XLS de ‘Hard’ e as versões XLT e Limited de ‘Soft”.
Os modelos da categoria Hard são construídos para o trabalho e também o fora de estrada. Todos equipados com o motor 2.2 Duratorq de quatro cilindros, 160cv e quase 40kgfm de torque. Essa combinação tem agradado a maioria e tem ajudado bastante no resulto de vendas da picape, além de ter colaborado com a extinção da versão 2.5 flex que existia. Outra vantagem da categoria é poder optar por cambio mecânico ou automático, ambos de 6 marchas. A suspensão é mais dura e resistente, para propositalmente, aguentar o tranco. Apenas na XL são 3 air bags: dianteiros e de joelho para o motorista, já para as demais (inclusive categoria Soft) são 7, frontais, laterais, cortina e de joelho para o motorista.
A categoria Soft dispõe de mais tecnologia, conforto e mimos, destinada ao publico que usa para o dia a dia da cidade, viagens e família. Ambas 5 cilindros em linha 3.2 litros, 200cv e quase 48kgfm de torque. Disponível apenas com transmissão automática de 6 marchas. Possui suspensão que prioriza o conforto do motorista e de seus passageiros.
A XLT não vem com a maior parte das novas tecnologias e parece até a mesma Ranger que era vendida até poucos meses atrás. Visualmente, só um expert em Ranger conhece distinguir uma da outra. Dirigindo é perceptível a melhora. As grandes novidades por enquanto estão apenas na versão Limited, como:
Faróis baixos de xênon com luz de rodagem diurna de LED e farol alto automático;
Chave com sensor de presença, botão de partida Ford Power, acendimento automático dos faróis e ajuste elétrico do banco do motorista em 8 posições;
Sensor de estacionamento dianteiro, tampa da caçamba com assistente de abertura e fechamento com travamento elétrico e rodas de 18” com acabamento em cinza perolizado e diamantado;
Sistema de reconhecimento de sinais de trânsito, frenagem autônoma com detecção de pedestres e alerta de colisão;
Piloto automático adaptativo e sistema de permanência em faixa;
Rack de teto, Santo Antônio pintado na cor da carroceria e o indispensável protetor de caçamba para fechar a lista.
Depois deste resumo, fica fácil perceber a diferença não só de valores, mas também da vasta lista de equipamentos extras na Limited, valendo muito mais compra-la ao invés da XLT sob minha analise, pois 12.570 já valem só pelo novo sistema eletrônico ligado a segurança.
Em meu uso no período de testes, continuo não gostando da posição dos botões dos vidros, ajustes de retrovisores dentre outros. Vale lembrar que apesar de o sistema de freios ser eficiente, falta a adoção de discos traseiros e não mais lonas, o que pode ajudar a balançar menos a dianteira quando frear forte, já que a suspensão menos dura, ficou um tanto mole. Os preços das versões são: XL 132k, XLS 155k, XLT 176k e Limited 189k (valores aproximados) para as versões 4x4.
Não esquecendo que a tampa traseira agora é muito leve, sendo possível levantar com apenas um dedo. Outro item que vale super a pena é o conjunto de tapetes de borracha originais, que da parte de trás, cobre numa peça só o túnel central inclusive, ajudando a preservar o carpete da picape contra barro ou outras sujidades.
Flávio Verna _Insta: 4x4brasil e Flaviostm
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